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Capelães seguem “carreira solo” na realização de trabalhos sociais em Bertioga

Eles atuam sem auxílio de órgãos públicos e a prefeitura que sinalizou ajuda só fez deixar a conversa em aberto 


Da redação 



Casal trabalha com os excluídos da sociedade

O casal de capelães Valter Kazuo e Claudia Kazuo junto a outros capelães e voluntários da Unipas Capelania Internacional - seção Baixada Santista - dão sequência aos trabalhos da entidade que vão desde a entrega de alimentação a pessoas em situação de rua, internação de dependentes químicos em casas de recuperação e outros trabalhos  humanitários, cujo foco é oferecer ajuda e estender a mão a quem necessita.


Nessa linha, o ano de 2026 começou com os capelães levando duas pessoas que sofrem com a dependência química à casas de recuperação localizadas em Mogi das Cruzes. “Não suportando mais o peso sobre os ombros nos pediram ajuda, e foi o que fizemos”, falou Valter Kazuo, que é o diretor regional da Capelania.


Destaca-se que o trabalho da entidade acontece sem nenhuma participação de órgãos públicos. São os próprios capelães que se encarregam de bancar as ações que conseguem juntamente aos voluntários e amigos que se unem para obter os recursos destinados a ajudar o próximo.


Conversa ficou na porta do infinito


Entrega de alimentação 

Em junho de 2025, Valter Kazuo se reuniu com o prefeito de Bertioga, Marcelo Vilares (União) que esboçou ajudar o projeto desenvolvido pela Capelania Internacional para um trabalho mais abrangente destinado a diminuir o problema de pessoas em situação de rua na cidade.  


O político pareceu ouvir atentamente o capelão e deixou a “conversa em aberto”, dando a entender que voltaria a falar sobre o assunto. Porque disse que falaria com outras secretarias de governo - relacionadas ao tema - (entre elas Desenvolvimento Social, Saúde e Segurança) para colocá-las a par do assunto, visando um trabalho em conjunto com a Capelania.


Passou junho, caiu a Tenda de Eventos de Bertioga, o hospital municipal foi reinaugurado e, entre outros acontecimentos, o ano terminou. Mas a conversa não, ela “continua em aberto”. Ao longo de 2025, após o encontro, o prefeito não deu qualquer tipo de resposta ao diretor da entidade.  


E a Capelania segue o trabalho, se mantém firme no propósito de colaborar com a sociedade, dando assistência aos que são excluídos por ela. “Não trabalhar na solução do problema é colaborar para que ele se agrave mais”, filosofa Valter Kazuo. 


Possíveis interessados em colaborar com o trabalho dos capelães podem entrar em contato: (13) 99745-7873 - (Cláudia)

 

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