Servidores de Bertioga rejeitam reajuste de 4,26% e força prefeitura a continuar a negociação do Acordo Coletivo 2026
TENSÃO
Categoria afirma que quer aumento real de salário e que não vai mais aceitar decisões parciais da administração
Por Aristides Barros
Jorjão e o advogado do Sindicato falam com a categoria
O clima ficou tenso e a temperatura subiu na assembleia sindical realizada nesta quarta-feira (25) no Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bertioga, que teve a participação de cerca de 100 funcionários públicos. A maioria mostrou a sua insatisfação com o governo ao rechaçar os 4,26% de reposição salarial a proposto pela prefeitura.
Os servidores querem um aumento real de salário. Segundo eles, tem de ser de 9,40% que já havia sido decidido durante a assembleia. Isso porque as reposições apenas cobrem a reposição da inflação não garantindo um aumento real do poder aquisitivo do trabalhador, que com a inflação cada vez mais alta compra menos com o seu salário.
A conversa entre os sindicalistas e a categoria foi em tom duro, mas com ambos os lados entendendo que a briga não pode ser entre eles que lutam por objetivos idênticos que são a valorização, respeito e dignidade do funcionalismo municipal. O campo de batalha é na mesa de negociação entre dirigentes sindicais e representantes da prefeitura.
Ao enfatizar isso, os diretores do Sindicato pediram maior presença da categoria nas reuniões. A luta é coletiva e precisa ter a participação de todos. “Quando todos se juntam para a luta, a força da categoria é relevada. É importante esse espírito de coletividade para termos sucesso nas nossas reivindicações”, afirmou Jorjão.
Servidores acompanham as falas
Um educador consciente da luta dos professores da rede municipal para desempenhar bem o trabalho na sala de aula, sacrifícios que também - aprontou ele - são feitos por todos os servidores em seus locais de trabalho, fez um longo desabafo sobre a situação do funcionalismo municipal.
“Já estamos no segundo ano da administração do prefeito Marcelo Vilares, vimos o prefeito recebendo vários prêmios relativos ao desempenho dos professores na área de educação, melhor IDEB, selos de Alfabetização, melhor prefeito avaliado com aprovação de 60% na Baixada. Porém, não estamos tendo o retorno deste trabalho em forma de valorização, escolas com deficiências estruturais, sistema de saúde também com falhas estruturais e retirada de benefícios como adicional de insalubridade para motoristas da área da saúde e escolas inauguradas sem a menor condição acústica para se dar aula. É o momento do prefeito voltar sua atenção para aqueles que estão do lado dele, e que fazem a máquina funcionar. Arrumar a casa, para que no próximo ano retome as obras com seu exército armado e pronto para a luta”, falou o educador.
Os servidores descartam a deflagração de greve, porém vão realizar ações para tornar visível a sua insatisfação se as suas reivindicações forem relegadas e não atendidas de forma aceitável.
O Sindicato vai levar a rejeição da proposta à prefeitura e quer ouvir do governo municipal uma contraproposta. Ao finalizar a reunião todos se posicionaram para uma foto junto com o presidente Jorjão, numa demonstração de união da categoria.
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