TRABALHADORES
Os sindicalistas gostaram das propostas apresentadas porque são as mesmas defendidas por eles, entre elas o Fim da Escala 6x1
Texto e fotos Aristides Barros
| Erivaldo (de chapéu) Valter e Jorjão (óculos sobre a cabeça) |
O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bertioga, Jorge Guimarães, o Jorjão, e o diretor jurídico do Sindicato, Erivaldo Feitoza, participaram nesta terça-feira (03), em São Paulo, da 2ª Conferência Nacional do Trabalho que teve as presenças do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e seu vice Geraldo Alckmin, e dos ministros Fernando Haddad (Fazenda) Luiz Marinho (Trabalho e Emprego), Simone Tebet (Planejamento e Orçamento), entre outras autoridades.
Realizado no Teatro Celso Furtado, no Anhembi, o evento lotou o local de líderes sindicais de várias categorias e dirigentes das principais federações de trabalhadores e centrais sindicais, que acompanharam as falas das pessoas que estão no comando político central do país.
O tema mais falado na Conferência foi o Fim da Escala 6x1, que é ponto de choque nos setores empregatícios, recebe a favorabilidade de grande parte da classe trabalhadora e a contrariedade de grande parte da classe patronal. Sobre o fim da escala 6x1 o presidente do Sindicato dos Servidores de Bertioga é totalmente favorável e afirma que ela é uma nova carta de alforria.
“Têm patrões que são contra tudo o que é pra beneficiar os trabalhadores, e a favor de tudo o que é pra desgraçar a vida deles. Se criarem uma carga de 24 horas de trabalho ininterrupto e sem remuneração esse tipo de patrão será a favor. Para ele o trabalhador é sua propriedade e ela só têm um direito e um dever, o de trabalhar. É esse tipo de patrão que é contra o fim da escala 6x1”, disse Jorjão.
Em tom conciliatório, o presidente Lula defende que a proposta de uma lei para o Fim da Escala 6×1 seja elaborada em conjunto por trabalhadores, empresários e o governo. Para ele, o diálogo entre os três segmentos é o mais vantajoso para os trabalhadores, alerta. “É melhor vocês construírem negociando do que terem que engolir uma coisa vinda do Congresso e depois recorrer à Justiça do Trabalho”, afirmou.
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| Governistas - Haddad, Tebet, Lula, Luiz Marinho e Alckmin |
O presidente Lula afirmou que o governo não vai se alinhar a nenhum dos lados na discussão. “Não iremos prejudicar os trabalhadores, nem contribuir para o prejuízo da economia brasileira. Queremos encontrar uma solução bem pensada e harmonizada”, disse.
Jornada diferenciada por categoria
Ele entende a jornada de trabalho por ser adaptada de acordo as especificidades de cada categoria profissional. “Pode haver uma regra geral, mas, na hora de regulamentar, será necessário olhar para cada setor”, disse. Ele destacou que o objetivo é garantir mais qualidade de vida, permitindo aos trabalhadores terem tempo para estudar, descansar e ficar com a família.
A ministra Simone Tebet apoia abertamente o Fim da Escala 6×1. “Dizer que o Brasil vai quebrar com o fim da escala 6×1 é não conhecer a realidade do país. Falta apenas boa vontade para sentar à mesa e garantir dignidade a todos os trabalhadores”, expôs.
O ministro Haddad chama a população para debater o tema. Para ele é importante pensar o uso do tempo livre e o aumento da produtividade. “Temos que pensar em como utilizar a força de trabalho e agregar valor à produção. Precisamos olhar para os países que superaram o subdesenvolvimento e nos inspirar nesses exemplos”, falou o ministro.
O ministro Luiz Marinho reconhece que a redução da jornada pode gerar impacto nos custos empresariais, mas pontuou os ganhos sociais da medida. “Seguramente pode melhorar o ambiente de trabalho e a qualidade de vida das pessoas. Precisamos apostar em produtividade, tecnologia e no prazer de trabalhar”, afirmou.

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