Pular para o conteúdo principal

Secretário pode rever contratos que “adoecem” a Saúde, a economia e o povo de Bertioga

A HORA DA DEVASSA


Em 2025 ele que denunciou a “farra dos contratos” ao CMS teria sido sofrido pressões para deixar a função de conselheiro  


Por Aristides Barros



Fernando Moreira apontou as irregularidades

Nomeado interinamente Secretário Municipal de Administração de Bertioga, Fernando Moreira de Oliveira, pode, enquanto estiver no cargo, apurar pessoalmente a denúncia feita por ele em meados de 2025 quando apontou ao Conselho Municipal de Saúde de Bertioga (CMS), várias irregularidades nos contratos de prestação de serviço da área de saúde.


As ocorrências estariam ocasionando prejuízos ao setor, à população e aos cofres públicos da cidade. Porém, a denúncia teve efeito oposto do esperado, ao invés de ser parabenizado pelo trabalho de fiscalização, Fernando teria sido pressionado a deixar a função de membro-conselheiro do CMS. 


Hoje, como secretário interino, ele tem a oportunidade de checar não só os contratos que denunciou como outros porque, no cargo, pode acompanhar todas as movimentações da administração bertioguense e barrar o que, eventualmente, possa resultar em prejuízos para a cidade, à população e à economia municipal. 


Pessoas que vivem os bastidores administrativos de Bertioga comentam que Fernando está com a faca e o queijo nas mãos, mas, acrescentam que ele não é revanchista e vai agir única e exclusivamente para o bom funcionamento do serviço público da cidade; sem vingança. 


Veja o vídeo 




Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Discussão seguida de agressão no Hospital de Bertioga vira caso de polícia

CONFUSÃO Diarista vive horas de tensão e medo e o caso vai parar na delegacia que "é" um dos itinerários das pessoas que passam pelo hospital da cidade; o outro é o cemitério  Por Aristides Barros   Zona de conflitos   Ao levar sua mãe, Márcia dos Santos Mesquita de Alcantara, 59 anos, no Hospital de Bertioga, a  diarista Gisele Mesquita Faustino, 32 anos, sofreu algo idêntico ao enfrentado por outras pessoas que buscaram atendimento no local. Todas viveram situações que não deveriam acontecer num equipamento público destinado a cuidar de pessoas enfermas e ao trabalho de salvar vidas.  Por não aceitar a alta médica da mãe que saiu do hospital do jeito que entrou, ainda sentindo fortes dores no peito houve uma discussão que envolveu funcionários da unidade de saúde e a diarista. O embate gerou agressões verbais e fisicas.   Ela acusou J.T.R, que é uma das funcionárias do local, de tê-la agredido. “Me deu um tapa no braço e esperou que eu reagisse” , contou ...

Sequência de despejos no “coração” de Bertioga é comparada a higienização social

Reintegração “imita” a política xenófoba dos países que expulsam imigrantes; na cidade litorânea os alvos são os pobres da Vila Tupi    Por Aristides Barros PM e oficial de justiça avisa o morador do despejo A Vila Tupi, no Centro de Bertioga, foi regularizada via processo fundiário que a princípio seria para beneficiar os moradores. A localidade foi reconhecida como área de interesse social e o plano regularizador era para o bem das famílias que vivem há décadas no local. Mas, várias delas  já foram descartadas do plano. Devido a ação atingir um grande número de famílias sem muitos recursos que moram no local fincado na área central da cidade muitos olhares veem o caso como um expurgo da população pobre da zona nobre de Bertioga. “É uma limpeza social”, afirmam e tom crítico à ação. Uma ação de reintegração de posse, com processo já transitado em julgado, prevê retirar cerca de 150 famílias da Vila Tupi e dezenas já foram despejadas. As que ainda estão em suas ca...

Uma perda e a vida ganhou outro rumo; o ativismo social e a liderança de uma comunidade de pescadores

    REPORTAGEM ESPECIAL   Após a morte da filha a mãe se recolheu dentro de si e aconteceu um parto ao avesso, nasceu a ativista, que logo ao chegar saiu à procura de justiça, que é difícil achar quando o responsável pelo caos vive uma cumplicidade sórdida ao lado, junto e dentro do poder  Por Aristides Barros Mislane: defesa da causa dos pescadores A pescadora Mislane Valentim, 34 anos, perdeu sua filha caçula Thayná, de 5 anos, cuja morte teria sido por negligência no atendimento do Hospital de Bertioga, no Litoral de SP. O caso é acompanhado pela Justiça e por um advogado da Região Nordeste do país.  O serviço no hospital é terceirizado, e ele é gerido por uma Organização Social de Saúde (OSS) contratada pela administração municipal, poucos profissionais forenses da cidade “batem de frente” com a prefeitura.  Terminado o período de luto, a mãe foi em busca por justiça para a filha. Tateando o seu objetivo de um lado a outro falou com advogados, e em meio...