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Funcionalismo de Mogi das Cruzes segue em estado de greve

SERVIDORES NA LUTA


A categoria quer 8% de reposição salarial e não aceita só os 7,60% proposto pela prefeitura mogiana 


Por Aristides Barros



Administração e funcionalismo em choque

A resposta dos servidores públicos de Mogi das Cruzes à proposta de 7,60% de reposição salarial apresentada pela prefeitura foi deflagrar o estado de greve, que nesta segunda-feira (30) entra no seu quinto dia. A deflagração do movimento foi decidida durante a assembleia realizada no dia 25 de março. 


O estado de greve não ocasiona prejuízos aos serviços públicos, mas deixa a administração em posição de ouvir com mais atenção a reivindicação dos servidores que querem 8% de reposição salarial, e vale-refeição para toda a categoria. 


O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública Municipal de Mogi das Cruzes e Guararema (SINTAP), Paulo Ricardo Alves Ramalho, falou à reportagem como está a situação.  


“A proposta enviada pela administração de um total de 7,60% neste exercício, entre outros itens, agradou a alguns setores do funcionalismo e não agradou a outros. A reposição de 7,60% para quem ganha R$ 2.239,26 tem um reflexo, já aos que ganham acima de R$ 5 mil tem outro reflexo”, observou Ramalho. 


Segundo ele, o  descontentamento com a proposta está entre aqueles que têm os menores salários. “Os servidores que ganham salários menores compareceram em maior número à assembleia, onde foi decidida a deflagração do estado de greve”, revelou o dirigente sindical 

 

A categoria lançou uma contraproposta de 8% de reposição salarial e V.R. para todos os servidores. “Acatando a decisão da categoria, o Sindicato oficializou a administração com a contraproposta que são os 8% de reposição salarial mais vale-refeição para todo o funcionalismo municipal”, destacou Ramalho. 


Ele acrescentou. “Ficou decidido a realização de uma nova assembleia na próxima quarta-feira (01), para decidir sobre a nova proposta da prefeitura, caso ela envie. E senão enviar a categoria decidirá sobre novos encaminhamentos”, concluiu o sindicalista.


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