MAR BRAVO
A categoria é contra as novas regras adotadas que encarecem e prejudicam o exercício da atividade pesqueira
Por Aristides Barros
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| Navegando na luta |
Pescadores artesanais realizaram no último domingo (01) uma manifestação na Ponte Edgar Perdigão, em Santos, contra normas federais que, segundo eles, aconteceram sem diálogo com a categoria e que prejudicam a atividade pesqueira em todo o país. A mobilização reuniu trabalhadores que atuam na pesca artesanal de várias cidades do litoral paulista e atos semelhantes foram registrados em portos do Sul do Brasil.
Pescadores de Bertioga, Guarujá, Santos, São Vicente, Cananéia, Ubatuba, Peruíbe, Itanhaém e Praia Grande participaram das manifestações. O presidente da Colônia de Pescadores de Bertioga, Kally Molinero e Mislane Valentim, que é a líder dos pescadores da Ocupação do Rio Guaratuba, representaram a cidade no movimento de reivindicação da categoria.
Mislane já havia informado que o protesto se deve às novas regras impostas pelo Ministério da Pesca que encarecem e dificultam o trabalho dos pescadores artesanais, que não têm condições de cumprir as exigências determinadas pelo ministério.
O protesto é motivado devido uma série de exigências do governo federal, entre elas o Programa Nacional de Rastreamento de Embarcações Pesqueiras (Preps), que determina a instalação de equipamentos eletrônicos de monitoramento em embarcações artesanais.
“O custo é alto custo e fica muito difícil para quem tem barco pequeno”, reclamou Mislane. “São muitas coisas que eles pedem e não oferecem nada que beneficie os pescadores”, concluiu.
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Pescadores do Rio Guaratuba |
A categoria também reclama do prazo para a entrega do Relatório Anual de Pesca (Reap). O governo fixou até o dia 4 de abril para a regularização de cerca de 950 mil registros, quem não regularizar pode ter a carteira de pescador cancelada. O problema é que o sistema apresenta defeito e demora para atender os pescadores.
Outro item é o atraso no pagamento do seguro-defeso para pescadores de marisco, que teriam de receber o benefício entre os meses de setembro e dezembro de 2025.
Segundo os líderes da categoria, além de não receberem o pagamento, os pescadores ficaram impedidos de exercer a atividade durante o período, e se forem para o mar correm o risco de ser multados e ter a embarcação apreendida. “Só problemas e nada que nos ajude”, arrematou Mislane.


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