Socorro
Hospital da cidade - duas vezes inaugurado e que teria 10 leitos de UTI - espera a abertura de uma vaga em unidades de saúde da região para transferir a criança
Por Aristides de Barros
| Hospital e alvo de questionamentos / Foto: AB |
Os familiares do pequeno Bryan, que ainda não completou um mês de vida, vivem a agonia da espera por uma vaga em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em algum hospital da região, para que a criança seja transferida do Hospital de Bertioga para a unidade que “abrir a vaga”.
Bryan nasceu no dia 21 de janeiro deste ano no próprio Hospital de Bertioga e passou a apresentar problemas de saúde ao ser levado para casa, depois que ele e sua mãe - Clara Eloize, 18 anos - receberem alta médica. Não demorou para o casal notar que o filho não estava bem.
E rumaram para o hospital, onde o bebê está internado já há mais de uma semana. Foi constatado que ele precisa ficar em uma UTI e acionaram a Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (CROSS) para tentar a vaga em hospital de Guarujá ou de Santos, que conta com esse aparato.
“Me disseram que estão se esforçando para conseguir e a gente espera que consigam” , relatou o autônomo Gustavo Rodrigues de Matos, 21 anos, que é o pai do menino. Segundo os familiares, Bryan teria problemas cardíacos e desde sua internação a família segue aflita pela abertura de vaga em um hospital da região, ou outro qualquer de São Paulo, que receba a criança.
Indagado como ele e sua esposa estão enfrentando esse momento, com o Bryan no hospital, Gustavo respondeu. “Estamos destruídos, mas tentando ser forte pra ajuda ele e tentamos ser forte até pra nós mesmos, porque é difícil ver ele nessa situação”.
O caso do menino Bryan e a procura de um leito de UTI nos hospitais da região para que ele seja transferido contradizem o discurso do governador, mas desobrigam uma terceira inauguração do hospital só exige que ele funcione para a população, não para a política.
Inauguração deveria ajudar a área de saúde
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| Tarcisio e Vilares: promessa era melhorar (Imagem - Reprodução) |
No final de 2025, foi noticiado que “o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), ao lado do prefeito Marcelo Vilares (União), inaugurou oficialmente a nova UTI e o Centro Cirúrgico do Hospital Municipal, que passam a funcionar em plena capacidade.
A nova estrutura é moderna, equipada com tecnologia de ponta e preparada para oferecer atendimento de qualidade à população, ampliando a capacidade de cuidados intensivos e a realização de procedimentos cirúrgicos no próprio município. O avanço representa mais agilidade no atendimento e, principalmente, mais vidas salvas.
A entrega da UTI e do Centro Cirúrgico marca um novo capítulo para a saúde de Bertioga (...)”.
A reportagem entrou em contato com o setor de Comunicação da Prefeitura de Bertioga para que a Secretaria de Saúde se posicione sobre o caso, o que acontecendo acarretará a atualização da matéria.
O que diz a prefeitura
Atendo a reportagem a administração municipal respondeu. “A Secretaria de Saúde de Bertioga informa que segue empenhada, em conjunto com o Hospital Municipal e os órgãos estaduais de regulação, para viabilizar a transferência do recém-nascido.
Até o momento, não houve disponibilidade de vaga de UTI pediátrica, e o caso permanece em regulação ativa pelo Sistema CROSS (Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde), sob responsabilidade do Governo do Estado de São Paulo, com reavaliação diária.
A criança necessita de UTI pediátrica com suporte cardiológico, serviço de alta complexidade, que depende de planejamento regional, articulação com a região de saúde e com a rede assistencial de todo o Estado de São Paulo, além do atendimento aos requisitos de estrutura hospitalar definidos pelo Ministério da Saúde.
Dessa forma, a disponibilização de vagas para municípios de menor porte é de competência do Governo do Estado.
A Secretaria esclarece que os 10 leitos de UTI do Hospital Municipal de Bertioga estão em pleno funcionamento, porém são exclusivamente destinados ao atendimento adulto, conforme o escopo do projeto.
Atualmente, todos os leitos estão ocupados, sendo sete contratualizados pelo Governo do Estado e três destinados a pacientes do município.”
Veja o vídeo

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