Pular para o conteúdo principal

Denúncia: tem gente que estaria de sacanagem com a grana dos pets em Bertioga


CACHORRADA


Supostos defensores da causa animal deitam e rolam no dinheiro público destinado ao tratamento dos bichos, segundo a acusação


Por Aristides Barros



Mundo cão - corrupção até em cima de animais Foto: EL 

Após uma nota em uma rede social, uma série de denúncias anônimas revela um possível esquema para que os envolvidos na trama, agindo de forma aparentemente legal, obtenham verba pública para tratar da saúde de cães, gatos e outros bichos domésticos que caibam na definição. O canal que serviria de duto para escoar a verba seria Organizações não Governamentais (ONG)


O alto teor humanitário da ação cai por terra em face da suspeita de que a verba “que vem de emendas impositivas” estaria sendo usada pelo “centro operador do esquema”, e pessoas ligadas a ele, para “aumentar” o padrão de vida dos envolvidos, que não deixam de mostrar ostentação, mas deixam os animais sem o devido cuidado. 


As emendas impositivas são verbas enviadas pelos vereadores e que atendem áreas que, geralmente, correspondem às suas atuações de parlamentar ou setores que eles entendem que precisam ser fortalecidos com o envio de verbas.


Na denúncia é apontado ao menos um agente público, que seria o arquiteto do esquema e teria o controle total de uma ONG que recebe as emendas. O próprio direcionaria a verba da entidade exclusivamente para uma empresa que trabalha a saúde animal, desde o comércio de medicação até a castração de cães e gatos. 


Grupo pode ficar num mato sem cachorro


Existem provas robustas acerca do suposto esquema. O calhamaço de material coletado que deve ser enviado ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP) contém uma série de infrações entre as quais o funcionalismo deveria saber de cor, que são determinações da Constituição Federal.


O agente público não pode administrar verba pública de uma ONG visando que não aconteça o conflito de interesse, para que se garanta a imparcialidade do processo e que seja cumprido o princípio da moralidade administrativa, conforme determina a Constituição Federal.


A lei 9.790, de 23/3/1999 permite a participação de servidores públicos na composição de diretoria ou conselho de Organização da Sociedade Civil de Interesse Público. Porém, é estritamente proibido o pagamento de qualquer forma de remuneração, salário, vantagem ou subsídio ao servidor público por essa atuação na entidade. 


O que é reforçado pelo Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (MROSC), na lei 13.019/2014 que proíbe o pagamento de servidores públicos com recursos de parcerias firmadas com Organizações da Sociedade Civil (OSC/ONG), salvo exceções previstas em leis específicas ou LDO.


Já lendo o artigo 37 da Constituição Federal exige impessoalidade e moralidade, impedindo conflitos de interesse onde o agente destina verba pública para uma entidade que ele mesmo gerencia.


Não é o poderoso chefão, mas é influente  

 

O funcionário público apontado como a figura central na denúncia, ocupa funções de forte elo com a classe política da cidade e tem relação pessoal com integrantes do alto escalão governista de Bertioga. 


O aparente poder de influência serve de escudo e arma para intimidar quem queira enfrentá-lo. No entanto, o confronto será inevitável devendo atingir não só ele mas todos ao seu entorno, que também estariam se beneficiando com o dinheiro dos animais.


Rede social "deu" o caminho das pedras


RB “farejou” cheiro de corrupção

A página no instagram Radar Bertioga é a responsável por balançar as redes da internet ao trazer à baila o suposto esquema que, se comprovado, literalmente, come a carne e rói o osso dos animais. O Efeito Letal traz o texto da postagem. “No Boletim Oficial, flagramos um movimento curioso: a ONG “Pelos e Patas na Areia” foi contemplada não apenas com R$ 250 MIL (via Emenda 140), mas também é alvo de um segundo contrato via Emendas 187 e 188, tudo na mesma edição.


Quem conhece os bastidores da gestão pública sabe: concentrar múltiplos repasses de emendas parlamentares em uma única entidade exige fiscalização rigorosa. Assinar a destinação da verba é a parte fácil — e rende ótimos vídeos para as redes sociais no ano eleitoral. A parte difícil é auditar se a entidade tem estrutura operacional, veterinários, logística e histórico de prestação de contas para absorver essa injeção simultânea de dinheiro público.


Nós queremos saber: quem são os vereadores por trás das Emendas 140, 187 e 188? A prestação de contas dessas vacinas será pública?


E você, morador, já viu a estrutura dessa ONG operando pela cidade? Deixe nos comentários. O seu imposto financia essa máquina", finaliza a postagem.

 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Discussão seguida de agressão no Hospital de Bertioga vira caso de polícia

CONFUSÃO Diarista vive horas de tensão e medo e o caso vai parar na delegacia que "é" um dos itinerários das pessoas que passam pelo hospital da cidade; o outro é o cemitério  Por Aristides Barros   Zona de conflitos   Ao levar sua mãe, Márcia dos Santos Mesquita de Alcantara, 59 anos, no Hospital de Bertioga, a  diarista Gisele Mesquita Faustino, 32 anos, sofreu algo idêntico ao enfrentado por outras pessoas que buscaram atendimento no local. Todas viveram situações que não deveriam acontecer num equipamento público destinado a cuidar de pessoas enfermas e ao trabalho de salvar vidas.  Por não aceitar a alta médica da mãe que saiu do hospital do jeito que entrou, ainda sentindo fortes dores no peito houve uma discussão que envolveu funcionários da unidade de saúde e a diarista. O embate gerou agressões verbais e fisicas.   Ela acusou J.T.R, que é uma das funcionárias do local, de tê-la agredido. “Me deu um tapa no braço e esperou que eu reagisse” , contou ...

Sequência de despejos no “coração” de Bertioga é comparada a higienização social

Reintegração “imita” a política xenófoba dos países que expulsam imigrantes; na cidade litorânea os alvos são os pobres da Vila Tupi    Por Aristides Barros PM e oficial de justiça avisa o morador do despejo A Vila Tupi, no Centro de Bertioga, foi regularizada via processo fundiário que a princípio seria para beneficiar os moradores. A localidade foi reconhecida como área de interesse social e o plano regularizador era para o bem das famílias que vivem há décadas no local. Mas, várias delas  já foram descartadas do plano. Devido a ação atingir um grande número de famílias sem muitos recursos que moram no local fincado na área central da cidade muitos olhares veem o caso como um expurgo da população pobre da zona nobre de Bertioga. “É uma limpeza social”, afirmam e tom crítico à ação. Uma ação de reintegração de posse, com processo já transitado em julgado, prevê retirar cerca de 150 famílias da Vila Tupi e dezenas já foram despejadas. As que ainda estão em suas ca...

Em Bertioga, deputado Reis fala sobre assuntos que abalam a política nacional e o país

Na cidade, ele ajuda comunidades que precisam ser “separadas” do mapa do Perb para que elas possam continuar existindo Por Aristides Barros Reis defende a cassação de Eduardo Bolsonaro / Foto: AB Recentemente, o deputado estadual Paulo Batista dos Reis (PT) participou de uma reunião, em Bertioga, com líderes comunitários, um representante da Fundação Florestal e a prefeitura bertioguense para intermediar temas relacionados às obras necessárias nas Chácaras Mogianas em Boraceia.  Ele considerou que o encontro foi positivo, com a definição de que a Sabesp pode começar a fazer as obras de saneamento básico (rede de água e esgoto) na localidade e a prefeitura pode iniciar os trabalhos de infraestrutura de sua alçada. Isso tudo, havendo a sinalização positiva da Fundação Florestal, que é a gestora do Perb, e o aval do Governo do Estado.  Após os temas da reunião, a reportagem indagou Reis sobre como ele avalia o comportamento do governo brasileiro frente aos Estados Unidos mediante...