TOSTÃO X MILHÃO
Patrimônios que chegam a milhões, outros não tão altos e têm os que simplesmente não têm nada, segundo aponta o site do TSE
Por Aristides Barros
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| Tribunal Superior Eleitoral - Foto: Luiz Roberto / TSE |
Alguns nomes da lista de candidatos bertioguenses, que moram na cidade, e concorrem a cargos para a Assembleia Legislativa de São Paulo e ao Congresso Nacional poderiam, se quisessem, bancar suas próprias campanhas sem o uso de recursos do Fundo Eleitoral.
Já outros candidatos entraram nas Eleições 2026 com a cara e a coragem, de chapéu nas mãos e terão de recorrer ao dinheiro que seus partidos conseguiram junto ao Fundo Eleitoral, que nesse período funciona como se fosse um “banco da democracia”. A afirmativa vem com base na declaração de bens fornecidas pelos candidatos à Justiça Eleitoral que são trazidas no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na seção Divulgação de Candidatura e Contas Eleitorais. As informações dão transparência ao patrimônio deles e permitem acompanhar a evolução patrimonial de políticos. Elas podem ajudar a identificar eventuais incompatibilidades entre os bens declarados e outras informações financeiras. Na liderança de candidatos com “bala na agulha” aparece o presidente do PSB de Bertioga e candidato a deputado federal Almir Rogègrio, que declarou bens avaliados em R$ 8.033.620,00, entre esses estão imóveis e outros negócios. Seguindo a lista e em segundo lugar vem o candidato a deputado estadual Chula do Jet (Podemos), cuja declaração de bens segundo divulgado no site do TSE é R$ 3.484.018,53. Bem atrás das somas milionárias, e a uma distância surpreendente, vem o ex-prefeito de Bertioga e candidato a deputado estadual Caio Matheus (PSD), cuja declaração de bens apresentada à Justiça Eleitoral é de R$ 476.068,98. Emparelhado ao ex-prefeito da cidade está o advogado Dr Xavier (MISSÃO) que apresentou como declaração de bens ao TSE um imóvel que é avaliado em R$ 300.000,00. Os também candidatos a deputado estadual Pr Elizeu Pereira (Democrata) e Genésio Gente da Gente (PSOL) são os únicos que estão “zerados”. Ambos informaram que não têm nenhum bem a declarar. Transparência do candidato A declaração de bens de todos os candidatos às eleições de 2026 é mais uma ferramenta para o eleitor conhecer o seu candidato. Obrigatórias para a validação de qualquer candidatura, as informações dadas à Justiça Eleitoral funcionam como uma janela aberta para as finanças dos candidatos a cargos públicos. A obrigatoriedade está expressa no texto da Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997). Segundo o artigo 11, parágrafo 1º, inciso IV da norma, todo pedido de registro de candidatura formalizado pelos partidos ou coligações deve ser obrigatoriamente instruído com a "declaração de bens, assinada pelo candidato". O documento deve listar ativos em nome próprio, incluindo imóveis, veículos, contas bancárias, participações em empresas, fundos de investimento e saldo em dinheiro. Os 30 partidos políticos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vão receber juntos quase R$ 5 bilhões do Fundo Eleitoral para as eleições de 2026. O Fundo Eleitoral é constituído por recursos públicos destinados ao financiamento das campanhas eleitorais, já que empresas são proibidas de doar. Com informações da Agência Senado |
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