ALELUIAS
Operação dos federais “cabe” no ensinamento cristão “a Deus o que é de Deus e a César o que é de César”
Da redação / Foto - Reprodução Facebook

Bispo terá de se explicar à justiça
A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (23), a Operação Miragem, cujo objetivo foi desarticular um complexo esquema fraudulento que configura crime contra o Sistema Financeiro Nacional. A operação mirou o Banco Digimais, do grupo de Edir Macedo.
Mais de 50 policiais federais cumpriram nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal em São Paulo. A decisão judicial autorizou o afastamento do sigilo bancário e fiscal dos investigados e sequestro e bloqueio de bens no valor de até R$ 670.348.945,70.
Nas investigações, a PF teve acesso a relatórios produzidos pelo Banco Central do Brasil que apontaram graves irregularidades na condução dos negócios pelos administradores da instituição financeira, ligada ao líder religioso.
Segundo apurado, o esquema envolveria a manipulação sistemática de balanços e resultados contábeis, visando ocultar a real situação econômico-financeira do Digimais e aparentar solvência perante os órgãos de controle. Isso teria permitido a supervalorização de ativos e a geração artificial de receitas criando centenas de milhões de reais.
Também são investigadas operações financeiras supostamente ilegais realizadas em benefício da empresa controladora do banco, e a possível falsificação e manipulação de informações inseridas em sistemas oficiais de registro do órgão regulador.
Conforme suas responsabilidades no esquema, os investigados poderão responder pelos crimes de gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis e realização de operações de crédito vedadas. Os ilícitos constam na Lei nº 7.492/1986, que define os crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.
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