PARE
A situação fez estremecer a área de saúde da cidade já abalada por uma avalanche de reclamações da população bertioguense
Por Aristides Barros
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| Reunião do CMS |
Um dos resultados da denúncia em dose dupla de Valdizar Albuquerque, contra Fabiana Paviani e Camila Fernandes Borin - respectivamente secretária de Saúde e diretora clínica da Unidade Bertioguense de Especialidades Médicas (UNIBEM), teria sido a suspensão de pagamentos à diretora clínica até que a situação dela seja esclarecida.
Fabiana é secretária de Saúde de Bertioga e Camila Fernandes diretora clínica da Unibem. Além de Bertioga, ambas as profissionais de saúde trabalhariam em outras cidade e os empregos "além fronteira" motivaram o impasse.
Segundo a denúncia, Camila Fernandes exerceria atividades profissionais em ao menos dois municípios do Paraná. O MP investiga o caso da médica que recebe cerca de R$ 8 mil pela função de chefia na UNIBEM, que é da rede de saúde de Bertioga.
Já a secretária atua em uma unidade médica de Guarujá, cidade localizada na Região da Baixada Santista. O MP apura as duas situações empregatícias das médicas.
Olho no olho
Valdizar e Fabiana ficaram cara a caga na manhã desta sexta-feira (19) durante a reunião do Conselho Municipal de Saúde (CMS) de Bertioga.
Ambos falaram sobre o momento espinhoso que teve impacto profundo na cidade, cuja série de problemas na área de saúde recai sobre a população que necessita do bom funcionamento do serviço, e sofre com os desacertos do setor.
Fabiana que foi surpreendida trabalhando em outra cidade disse que se sentiu ameaçada pelo morador que ao entrar no seu local de trabalho - não onde ela é secretária de Saúde - passou a gravá-la. As imagens do “flagrante” caíram nas redes sociais e abalou o governo municipal.
A secretária falou que tomará as medidas judiciais ao caso. Valdizar por sua vez disse ter conseguido acesso ao boletim de ocorrência, realizado na Delegacia de Guarujá, para ver como vai se defender de um possível processo.
Terminada a reunião a reportagem ouviu o denunciante e tentou, sem sucesso, ouvir a prefeitura para que ela desse sua versão acerca dos relatos do morador. O espaço segue aberto

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