DEFESA
O profissional forense já está sendo chamado de advogado das causas populares em razão de defender ferozmente o povo injustiçado
Por Aristides Barros

João Xavier - Caminho da legalidade
O advogado João Xavier foi acordado na madrugada de sábado (23) para prestar assistência à diarista Gisele Mesquita Faustino, conduzida para a Delegacia de Bertioga pela GCM após tumulto no hospital, por não aceitar que a mãe deixasse a unidade de saúde ainda sentindo fortes dores.
O caso teve forte repercussão porque as imagens do ocorrido ganharam as redes sociais. “Fui desperto por uma série de ligações e ao ver que era a Gisele pulei da cama, me arrumei rapidamente e fui ver o que tinha acontecido”, contou, relatando que .
O profissional forense contou que logo ao chegar, por volta das 2:30 horas, na delegacia percebeu que a diarista estava muito nervosa. “Conversamos um pouco e acompanhei a realização da ocorrência, A princípio a Gisele seria indiciada por desacato, mas eu consegui mudar para injúria. Foi só um desentendimento áspero entre ela e a funcionária do hospital”, falou.
João Xavier expôs que qualquer pessoa que vai ao hospital com um parente sentido dor e chega lá e vê que o parente não recebe um atendimento de acordo fica alterado. “Isso gerou o desentendimento. Ela sentiu que a mãe não teve um bom atendimento e reclamou”.
O advogado ponderou. “O agente hospitalar tem de ser preparado para essas situações, não pode confrontar o acompanhante do enfermo que já está com os nervos abalados. A ação gera reação. A Gisele não agrediu ela foi agredida naquilo que é direito de todos de que a saúde ofereça um bom atendimento à população”, defendeu o profissional forense. “Vou fazer a defesa da mesma forma que faço a todos que me procuram ansiosos por justiça”, afirmou.
Na própria pele
João Xavier atua com um certo grau de ferocidade em casos que envolvem agentes e setores ligados à Prefeitura de Bertioga, em razão dele próprio ter sido vítima de ações que considera arbitrárias e de abuso de autoridade, Em uma delas foi severamente agredido por agentes da GCM de Bertioga.
“Tem pessoas que se acham acima de tudo. Não sei qual o grau de poder que ‘dão’ a elas ou que elas pensam ter, porque cometem práticas descaradamente delituosas como se não existisse nada para barrar e punir suas atitudes. A lei existe e serve para isso”, argumentou.
“Eu sigo o caminho da legalidade que realmente é o caminho certo. Ele é duro, fatídico e às vezes frustrante, mas quem escolhe a retidão e a honestidade sempre vence”, concluiu.
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