Pular para o conteúdo principal

Justiça condena ex-primeira-dama por atropelamento ocorrido em 2022, em Bertioga

PUNIÇÃO

 

A vítima escapou da morte e a defesa da sentenciada pode recorrer da decisão, o caso teve repercussão nacional 


Por Aristides Barros



Vanessa e Caio ao chão sendo atendido

A ex-primeira-dama de Bertioga, Vanessa Mennitti Matheus, foi condenada por atropelar e ferir gravemente Caio Aparecido de Melo Silva no acidente ocorrido há quatro anos, exatamente no dia de 09 de dezembro de 2002, no bairro do Maitinga. Ela deve cumprir uma pena de um ano e 11 meses e 12 dias, em regime aberto. 


Entre as sanções penas, a Justiça também condenou a ex-primeira dama a pagar uma prestação pecuniária no valor de 10 salários mínimos à vítima. Caio não morreu por pouco e até pode se dizer que ele “nasceu de novo” por ter conseguido sobreviver ao atropelamento, tamanha a violência sofrida. As imagens do acidente lotaram as redes sociais e o noticiário televisivo nacional.   


A sentença condenatória foi proferida pela 2ª Vara Judicial de Bertioga e consta no processo de número 1514341-57.2022.8.26.0075, que traz acontecimentos do fatídico dia em que o rapaz escapou da morte.


Segundo os relatos da decisão judicial, antes do acidente Vanessa esteve em um bar da cidade assistindo ao jogo da Seleção Brasileira pela Copa do Mundo, o jogo era entre Brasil x Croácia. Após assistir o jogo, a acusada entrou no carro junto com a filha, na época menor de idade, e foi para a sua casa quando atropelou Caio que estava em uma bicicleta.  


Conforme a sentença, a ré conduzia um veículo VW/T-Cross em velocidade incompatível com a via, perdeu o controle da direção, invadiu a contramão e avançou sobre a calçada, atropelando violentamente o ciclista. Após o atropelamento, ela deixou o local sem prestar socorro à vítima.


Pancada violenta

A vítima sofreu lesões graves, incluindo fraturas expostas na tíbia e fíbula, traumatismo craniano, necessidade de múltiplas cirurgias, internação hospitalar e sequelas permanentes. De acordo com laudo, ele sofreu redução funcional definitiva no membro inferior esquerdo e invalidez parcial permanente.


Durante o processo, a defesa da acusada alegou suposta crise de labirintite e negou imprudência. Mas, a tese foi rejeitada pela juíza diante do conjunto de provas apresentadas que incluíam laudos periciais, imagens de câmeras de segurança e depoimentos de testemunhas presenciais. A sentença reconheceu que o veículo era conduzido em alta velocidade e que houve invasão da calçada e omissão de socorro.


O advogado Edmilson Cardozo que defendeu fortemente a vítima atuou no processo na condição de assistente de acusação. Ela se mostra otimista quanto ao cumprimento da decisão judicial. A defesa da acusada ainda poderá recorrer da decisão.


Vanessa é ajudada por transeunte


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Discussão seguida de agressão no Hospital de Bertioga vira caso de polícia

CONFUSÃO Diarista vive horas de tensão e medo e o caso vai parar na delegacia que "é" um dos itinerários das pessoas que passam pelo hospital da cidade; o outro é o cemitério  Por Aristides Barros   Zona de conflitos   Ao levar sua mãe, Márcia dos Santos Mesquita de Alcantara, 59 anos, no Hospital de Bertioga, a  diarista Gisele Mesquita Faustino, 32 anos, sofreu algo idêntico ao enfrentado por outras pessoas que buscaram atendimento no local. Todas viveram situações que não deveriam acontecer num equipamento público destinado a cuidar de pessoas enfermas e ao trabalho de salvar vidas.  Por não aceitar a alta médica da mãe que saiu do hospital do jeito que entrou, ainda sentindo fortes dores no peito houve uma discussão que envolveu funcionários da unidade de saúde e a diarista. O embate gerou agressões verbais e fisicas.   Ela acusou J.T.R, que é uma das funcionárias do local, de tê-la agredido. “Me deu um tapa no braço e esperou que eu reagisse” , contou ...

Sequência de despejos no “coração” de Bertioga é comparada a higienização social

Reintegração “imita” a política xenófoba dos países que expulsam imigrantes; na cidade litorânea os alvos são os pobres da Vila Tupi    Por Aristides Barros PM e oficial de justiça avisa o morador do despejo A Vila Tupi, no Centro de Bertioga, foi regularizada via processo fundiário que a princípio seria para beneficiar os moradores. A localidade foi reconhecida como área de interesse social e o plano regularizador era para o bem das famílias que vivem há décadas no local. Mas, várias delas  já foram descartadas do plano. Devido a ação atingir um grande número de famílias sem muitos recursos que moram no local fincado na área central da cidade muitos olhares veem o caso como um expurgo da população pobre da zona nobre de Bertioga. “É uma limpeza social”, afirmam e tom crítico à ação. Uma ação de reintegração de posse, com processo já transitado em julgado, prevê retirar cerca de 150 famílias da Vila Tupi e dezenas já foram despejadas. As que ainda estão em suas ca...

Em Bertioga, deputado Reis fala sobre assuntos que abalam a política nacional e o país

Na cidade, ele ajuda comunidades que precisam ser “separadas” do mapa do Perb para que elas possam continuar existindo Por Aristides Barros Reis defende a cassação de Eduardo Bolsonaro / Foto: AB Recentemente, o deputado estadual Paulo Batista dos Reis (PT) participou de uma reunião, em Bertioga, com líderes comunitários, um representante da Fundação Florestal e a prefeitura bertioguense para intermediar temas relacionados às obras necessárias nas Chácaras Mogianas em Boraceia.  Ele considerou que o encontro foi positivo, com a definição de que a Sabesp pode começar a fazer as obras de saneamento básico (rede de água e esgoto) na localidade e a prefeitura pode iniciar os trabalhos de infraestrutura de sua alçada. Isso tudo, havendo a sinalização positiva da Fundação Florestal, que é a gestora do Perb, e o aval do Governo do Estado.  Após os temas da reunião, a reportagem indagou Reis sobre como ele avalia o comportamento do governo brasileiro frente aos Estados Unidos mediante...