TRAJETÓRIA
Ele deixa o serviço público mas antecipa que vai descansar trabalhando em outras missões, porque o tempo não para
Por Aristides Barros
Julio - um exemplo no serviço público
Desde sua chegada em Bertioga, em 2003, que o santista Julio de Souza Neto, 68 anos, está em evidência na cidade. Seja na iniciativa privada ou na vida pública, o seu nome ecoa positivamente entre os que o conhecem direta ou indiretamente. A legião de amigos é grande e toda ela o eleva a esse mesmo grau: um grande amigo.
Faltam poucos dias para que ele deixe de vez a seara pública, onde começou a atuar em 2009 - durante o 2º mandato do então prefeito Mauro Orlandini. Após sair de uma das lojas de uma grande rede de supermercados, onde ficou por seis anos como subgerente, ele foi “arrebatado” para o serviço público na Prefeitura de Bertioga.
Entre 2010 e 2012, Julio atuou na Secretaria de Saúde de Bertioga no setor de Administração e Manutenção das Unidades Básicas de Saúde. De 2013 a 2015, com Orlandini reeleito para o 3º mandato, ele foi designado para o Setor de Abastecimento passando a comandar a Chefia de Fiscalização das Praias.
Ainda em julho de 2015 saiu do “Abastecimento” e foi para a Secretaria de Serviços Urbanos e indicado para ser o diretor do Cemitério Municipal de Bertioga, onde ficou até dezembro de 2016.
Ao fim do segundo mandato de Orlandini, Julio foi exonerado e passou a trabalhar como vendedor ambulante, atividade que ficou por quase um ano, quando veio novo arrebatamento. Dessa vez foi atuar no Legislativo bertioguense, ficou de 2018 a 2020 trabalhando como assessor do vereador Arnaldo de Oliveira, um dos mais respeitados médicos de Bertioga.
Terminado o mandato do Dr Arnaldo, em 2021 Julio voltou a trabalhar no Cemitério, onde está até hoje, mas agora no cargo de Coordenador de Serviços. “São 16 anos no serviço público de Bertioga e no meu conceito a minha carreira é vitoriosa, dei o meu melhor para tentar fazer o melhor, e me esforcei para isso”, afirma o sexagenário.
Fim de uma fase sem cessar as atividades
Ele admite que a ideia de assumir de vez a aposentadoria é por conta da perda inestimável de seu irmão António Antunes de Souza, falecido aos 66 anos, levado por um câncer. “Isso me abateu muito e me fez repensar bastante a vida, é hora de parar”, declarou. Julio também passou por momentos graves de saúde devido a um edema pulmonar e sobreviveu a um enfarte.
“Fiquei sete dias numa UTI e 10 dias em recuperação e observação no Hospital Santo Amaro, foi duro lutar pela vida e os médicos foram ótimos”, reconheceu em agradecimentos. Indagado se para de vez com todas as atividades para se dedicar somente à casa e à sua esposa Sonia Maria da Costa Souza, união que já dura 15 anos, ele é taxativo.
“Por anos eu tenho uma vida agitada e cheia de trabalhos. É incerto e improvável dizer que vou estacionar de vez. O futuro pertence a Deus, e se Ele quiser que eu continue vou continuar; só que em outras atividades.”
Ainda em seu currículo, Julio tem uma laboriosa passagem como diretor da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), o trabalho de ajuda na reformulação do Círculo de Amigos do Menor Patrulheiro de Bertioga (CAMPB) e representante de Bertioga na Câmara Metropolitana da Pessoa com Deficiência, orgão ligado à Agência Metropolitana da Baixada Santista.
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