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MP deve apresentar denúncia do atropelamento e morte de ciclista à Justiça, diz advogada

 

JUSTIÇA AO ALDENIR 


O palco da tragédia foi a rodovia Rio-Santos e a profissional forense “clareou” o caso ao fornecer o nome da vítima, até então tida como desconhecida


Por Aristides Barros



Aldenir e o acidente (Reprodução)

A advogada Débora dos Santos Pinheiro, que presta assistência à família do auxiliar de serviços gerais Aldenir de Morais, 42 anos, entrou no caso determinada que aconteça justiça e a punição do suposto culpado pelo ocorrido com ele, que morreu ao ser atropelado na rodovia Rio-Santos.


Ela está confiante de que o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) vai levar a denúncia à Justiça e colocar o causador do acidente no banco dos réus, após a finalização do inquérito policial criminal.    


A profissional forense foi determinante para o prosseguimento do caso que, a princípio, sequer tinha o nome da vítima. Ela foi à Delegacia de Bertioga pedir que fosse colocado o nome do trabalhador no boletim de ocorrência, que inicialmente ficou como vítima desconhecida. A falta de identificação teria ocorrido por conta do sumiço da bolsa onde continham os documentos de Aldenir. 

  

Aldenir voltava à noite do trabalho para casa, de bicicleta, e na altura do KM 215 da rodovia foi violentamente atingido por um Honda HR- V, cor branca, placa FQX – 3243, que teria avançado pelo acostamento onde estava o trabalhador e o acertou em cheio. A vítima morreu no local.


O marceneiro Luiz Fernando Morais, 48 anos, conduzia o veículo que resultou na morte do ciclista. Conforme o boletim de ocorrência, Luiz Fernando se recusou a fazer o teste do bafômetro e os policiais disseram que ele não aparentava estar sob o efeito de álcool. 


Ainda segundo o boletim de ocorrência, por ter permanecido no local e prestado integral socorro à vítima, não foi imposto prisão em flagrante e nem pagamento de fiança a Luiz Fernando no episódio em que ele saiu livre e ileso e o ciclista saiu morto.


Reviravolta


Ninguém que atuou na ocorrência - policiais e socorristas - verificaram a bolsa do ciclista para tentar ao menos um documento que o identificasse. A informação é de que a bolsa de Aldenir teria sido entregue a um funcionário da Concessionária Novo Litoral (CNL), e a família reclama que ela ainda não foi devolvida. Entre os objetos contidos na bolsa estavam o RG e o cartão bancário da  vítima. 


A tragédia envolvendo o trabalhador revoltou a população da Vista Linda, onde a sequência de acidentes vai matando um a um dos moradores do bairro. Eles querem um basta na violência sobre o asfalto da rodovia Rio-Santos, que deixa todo o bairro em contínuo estado de luto.



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