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Sindicato dos Servidores de Bertioga vai acompanhar a reunião entre GCM e prefeito


DIFÍCIL 


Corporação sucateada e agentes tensos diante da pressão da cidade e a falta de condições de trabalho, alguns estão com botas e uniformes rasgados


Por Aristides Barros



Jorjão e Zambotto conversa com os GCMs 

Uma comissão formada por 12 GCMs esteve com o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bertioga, Jorge Guimarães dos Santos, o Jorjão, e o advogado Carlos Zambotto, para pedir que o Sindicato acompanhe a reunião da GCM com o prefeito de Bertioga, Marcelo Vilares (União), onde a Corporação vai fazer uma série de reivindicações ao mandatário visando a melhoria de condições de trabalho. 


“O ex-prefeito se gabava de ter a melhor e mais equipada GCM da região e ela foi entregue totalmente sucateada para o atual”, disparou Jorjão. “Na reunião você ouviu que a Guarda não têm uniformes de inverno, que alguns GCMs estão usando botas e uniformes rasgados e outros tiram dinheiro do próprio bolso para comprar luvas, toucas, fardas e botas novas”, falou. 


“É um absurdo usar o próprio salário para comprar equipamentos de trabalho. Eles mesmos estão se equipando é uma vergonha, a obrigação é da  prefeitura”, falou. Os discursos do ex-prefeito e a realidade atual da GCM mostram que as aparências enganam e que ele entendia de ilusão de ótica. 


Jorjão destaca que o Sindicato vai acompanhar a reunião e pedir ao prefeito a mudança do Estatuto da GCM. “Principalmente no plano de carreira que é muito ruim. Um exemplo, o GCM ganha a primeira promoção após nove anos de trabalho e a última depois de trabalhar quase 40 anos. Uma outra situação, a lei que criou a GCM fala que esses profissionais têm de ter um seguro de vida. Até hoje a prefeitura não resolveu isso, ela própria descumpre a lei que cria”, se irritou o sindicalista.


Durante a reunião, os guardas falaram que a GCM de Bertioga apresenta bons resultados para a cidade, registrando altos índices de abordagens que geram apreensões de drogas e evitam o cometimento de crimes e outras transgressões à lei. Para cada duas viaturas da PM nas ruas do município, circulam 10 viaturas da GCM que atuam reforçando a segurança dos bertioguenses. 


”A Guarda precisa ter o seu trabalho reconhecido pela população e a prefeitura precisa atender as reivindicações dela. A GCM é formada por funcionários públicos municipais, faz parte da nossa categoria. Na reunião vamos estar do lado dos GCMs, o Sindicato sempre fica do lado dos servidores”, concluiu Jorjão. A reunião está prevista para esta semana. 


Aprovação na Câmara deixou GCM tensa



Legislativo no meio do fogo

O clima quente entre a maior força de segurança de Bertioga e a classe política da cidade foi revelado na última sessão da Câmara, quando parte do efetivo teria ido ao local para mostrar que é contra o projeto enviado pelo Executivo ao Legislativo, visando alterações na GCM.


No Legislativo, o projeto foi aprovado pela maioria e só teve dois votos contrários. A Câmara de Bertioga é composta por 11 vereadores. O projeto prevê a criação do Centro de Treinamento de Guardas Civis (CTG) e com ele a criação do cargo de Coordenador do CTG, que seria a pessoa responsável pelo novo aparato. Daí o ponto que eleva a temperatura dentro da Corporação. 


Os guardas municipais são contra os requisitos pedidos para ocupar a função. Conforme eles, a criação do cargo traz exigências que o deixam restrito a poucas pessoas, e dizem que apenas três ou quatro pessoas na Corporação estariam em condições de preencher os requisitos. “Isso divide a categoria, porque impede que a maioria da Guarda concorra ao cargo”, finalizam.



 


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