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Povos originários sofreram duramente no governo Bolsonaro

 


GENOCÍDIO INDÍGENA

As crianças Yanomami foram as mais afetadas pelo negacionismo presidencial que espalhou a morte pelo Brasil


Por Redação / Imagem: URIHI – Associação Yanomami


Vítimas do negacionismo 

Números apontam que 619 crianças Yanomami menores de cinco anos de idade morreram entre 2019 e 2022, durante o governo Jair Bolsonaro. Dessas, 526 morreram por causas consideradas evitáveis. Os dados constam de auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU). E esses números podem não revelar toda a dimensão da tragédia.


O próprio Ministério da Saúde reconheceu que houve subnotificação de doenças e mortes no território Yanomami durante aquele período, em meio à precarização dos serviços de saúde e dos sistemas de informação. Isso significa que parte das vítimas pode não ter sido contabilizada nas estatísticas oficiais.


A expansão do garimpo ilegal, a desnutrição, a malária, a contaminação dos rios e as dificuldades de acesso à assistência médica marcaram profundamente a vida de milhares de famílias Yanomami.


Em janeiro de 2023, já no governo Lula, foi declarada emergência em saúde pública no território. A partir daí, foram mobilizadas ações de assistência humanitária, atendimento médico, vacinação, recuperação nutricional e reforço das equipes de saúde.


Os dados oficiais mostram avanços: em 2025, o Ministério da Saúde informou redução de 53,2% nas mortes por desnutrição e de 80,8% nas mortes por malária, em comparação com 2023.


Neste Dia das Crianças, e sempre, lembramos das vidas interrompidas, das famílias que perderam seus filhos e das crianças que seguem lutando para sobreviver.

Nenhuma criança deveria morrer de fome, malária ou de doenças que podem ser prevenidas e tratadas.


A infância indígena tem direito à vida, à saúde, à alimentação, ao território e ao futuro.

Que nenhuma criança Yanomami seja esquecida. Que nenhuma outra infância seja interrompida pela falta de assistência.

 

Fontes: Mídia Indigena, Tribunal de Contas da União (TCU) e Ministério da Saúde.

 



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