Pular para o conteúdo principal

Faysa Daoud vai lançar livro com a sua história de luta, coragem e determinação

Refugiados 


Lançamento está previsto para fevereiro e a protagonista preside uma Ong de ajuda à pessoas que são forçadas a deixar os seus países 


Por Aristides Barros


Livro também é um reflexo atual da Palestina

Faysa Daoud nasceu na Jordânia, para onde seu pai e mãe fugiram após o exército israelense invadir e ocupar a Palestina. Ela mora no Brasil há mais de 40 anos e no país onde sua família buscou refúgio, Faysa viveu e sobreviveu aos horrores da guerra. 


A palestina tem a sua forte história de refugiada em contínua luta pela sobrevivência contada no livro A MENINA DOS CAMPOS: Da Guerra à Superação. 


Ela passou fome extrema, angústia e desespero. Na adolescência, teve sua casa destruída por disparos de canhão. Faysa, o pai e a mãe, mais quatro irmãs e cinco irmãos estavam dentro do imóvel. 


“Do lado de fora, todos que viram o ataque choravam, achando que tínhamos morrido, escapamos da morte por um milagre. Foram dias seguidos de ataques com intensos bombardeios, e pilhas de corpos se formavam. Usavam retroescavadeiras para jogá-los em valas comuns”.  


A palestina ainda traz na memória o choro desesperado de homens e mulheres pelas mortes dos filhos e filhas, parentes e amigos. “Na guerra, as pessoas perdem o senso de humanidade. Não viram animais, viram monstros”.


Saindo do pesadelo para concretizar o sonho de ajudar


 

A ajuda vem de quem precisou de ajuda

O casamento aos 17 anos de idade abriu caminho para a liberdade, para “fugir da guerra”. Faysa saiu da Jordânia com o marido e antes de chegar ao Brasil, em 1979, para se instalar em Mogi das Cruzes - onde mora até hoje -, passou por vários países. 


Em Mogi, criou os dois filhos e uma filha, que já lhe deram cinco netos. Ela é comerciante e por tudo o que passou e enfrentou se dedica a trabalhar em ações voltadas a questões sociais e humanitárias. 

 

Faysa Daoud nasceu e foi forjada na guerra que mata vidas, destrói sonhos e faz imperar o ódio. Mas, a palestina responde a tudo isso espalhando amor e buscando justiça, o que faz por meio da ONG Refúgio Brasil e como secretária da Federação Árabe Palestina do Brasil (FEPAL). 


O Refúgio Brasil, fundado por ela há alguns anos, ajuda pessoas que saem de países em guerra e outras anomalias, que insistem em quebrar a humanidade. A Ong fica em Mogi das Cruzes.    


Nota da redação - Embora traga relatos vividos em uma época muito distante, o livro A MENINA DOS CAMPOS. Da Guerra à Superação é um retrato atual da situação da Palestina, por conta de Israel dar sequência ao massacre do povo palestino, no genocídio que já dura mais de setenta anos. A obra é um chamado a essa reflexão. 


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Discussão seguida de agressão no Hospital de Bertioga vira caso de polícia

CONFUSÃO Diarista vive horas de tensão e medo e o caso vai parar na delegacia que "é" um dos itinerários das pessoas que passam pelo hospital da cidade; o outro é o cemitério  Por Aristides Barros   Zona de conflitos   Ao levar sua mãe, Márcia dos Santos Mesquita de Alcantara, 59 anos, no Hospital de Bertioga, a  diarista Gisele Mesquita Faustino, 32 anos, sofreu algo idêntico ao enfrentado por outras pessoas que buscaram atendimento no local. Todas viveram situações que não deveriam acontecer num equipamento público destinado a cuidar de pessoas enfermas e ao trabalho de salvar vidas.  Por não aceitar a alta médica da mãe que saiu do hospital do jeito que entrou, ainda sentindo fortes dores no peito houve uma discussão que envolveu funcionários da unidade de saúde e a diarista. O embate gerou agressões verbais e fisicas.   Ela acusou J.T.R, que é uma das funcionárias do local, de tê-la agredido. “Me deu um tapa no braço e esperou que eu reagisse” , contou ...

Sequência de despejos no “coração” de Bertioga é comparada a higienização social

Reintegração “imita” a política xenófoba dos países que expulsam imigrantes; na cidade litorânea os alvos são os pobres da Vila Tupi    Por Aristides Barros PM e oficial de justiça avisa o morador do despejo A Vila Tupi, no Centro de Bertioga, foi regularizada via processo fundiário que a princípio seria para beneficiar os moradores. A localidade foi reconhecida como área de interesse social e o plano regularizador era para o bem das famílias que vivem há décadas no local. Mas, várias delas  já foram descartadas do plano. Devido a ação atingir um grande número de famílias sem muitos recursos que moram no local fincado na área central da cidade muitos olhares veem o caso como um expurgo da população pobre da zona nobre de Bertioga. “É uma limpeza social”, afirmam e tom crítico à ação. Uma ação de reintegração de posse, com processo já transitado em julgado, prevê retirar cerca de 150 famílias da Vila Tupi e dezenas já foram despejadas. As que ainda estão em suas ca...

Uma perda e a vida ganhou outro rumo; o ativismo social e a liderança de uma comunidade de pescadores

    REPORTAGEM ESPECIAL   Após a morte da filha a mãe se recolheu dentro de si e aconteceu um parto ao avesso, nasceu a ativista, que logo ao chegar saiu à procura de justiça, que é difícil achar quando o responsável pelo caos vive uma cumplicidade sórdida ao lado, junto e dentro do poder  Por Aristides Barros Mislane: defesa da causa dos pescadores A pescadora Mislane Valentim, 34 anos, perdeu sua filha caçula Thayná, de 5 anos, cuja morte teria sido por negligência no atendimento do Hospital de Bertioga, no Litoral de SP. O caso é acompanhado pela Justiça e por um advogado da Região Nordeste do país.  O serviço no hospital é terceirizado, e ele é gerido por uma Organização Social de Saúde (OSS) contratada pela administração municipal, poucos profissionais forenses da cidade “batem de frente” com a prefeitura.  Terminado o período de luto, a mãe foi em busca por justiça para a filha. Tateando o seu objetivo de um lado a outro falou com advogados, e em meio...