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Despejos destroem anos de trabalho e revelam a indiferença dos políticos ao problema

VILA DOS EXCLUÍDOS


Enquanto famílias são despejadas aos montes a classe política da cidade assiste o drama dos bertioguenses passiva, sem mover uma palha 


Por Aristides Barros



Literalmente jogado na rua

Outra leva de moradores da Vila Tupi, em Bertioga, foi forçada a deixar suas casas nas primeiras horas desta terça-feira (2) devido ao cumprimento de uma ação de reintegração de posse que já fez com que dezenas famílias fossem despejadas e saíssem da vila tomando rumo ignorado. 


Elas saem às pressas e a ação é acompanhada pela PM, cujo número expressivo do efetivo policial dá a impressão de que o local e seus moradores são de alta periculosidade. 


Mas, é o oposto, a Vila Tupi é formada por pessoas simples que se entregam ao destino traçado pela Justiça apenas esboçando a não aceitação do que foi decidido.


Policiais em frente a um despejado

Elas ressentem a falta de apoio político. O abandono não existiu em 2017 quando a Prefeitura de Bertioga, na gestão do ex-prefeito Mauro Orlandini, e a associação comunitária, liderada por Marco Antonio Lobo Coelho, o Lobão, se uniram para levar os moradores a assinarem o acordo, hoje resultante no despejo em massa. 


Também não existiu em 2024, quando o outro ex-prefeito Caio Matheus, promoveu a regularização fundiária e juntamente a sua trupe de vereadores comemorou o feito, hoje questionado pela Justiça e pelos próprios moradores. 


A regularização teria canalizado votos a totalidade dos candidatos do grupo político do ex-prefeito, incluindo o seu vice - o atual prefeito Marcelo Vilares. 


A classe política hoje no poder assiste ao massacre da vila. Todos, confortavelmente nos seus respectivos cargos olham à distância um dos momentos mais vergonhosos da cidade.

 




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