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Conselho Tutelar de Bertioga realiza ação em defesa da criança e do adolescente

O trabalho teve a participação do pré-candidato a prefeito Matheus Rodrigues, e segundo o Conselho a cidade tem altos índices de violência contra as crianças e jovens 

Por Aristides Barros

Ação do CT teve a participação de Matheus Rodrigues 
Além de um movimento de conscientização, a ação realizada pelo Conselho Tutelar de Bertioga no dia 18 de maio, um dia antes do aniversário da cidade, foi e é, também, um verdadeiro alerta para a proteção das crianças e dos adolescentes. 

O trabalho faz parte da agenda do Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Em Bertioga, a ação foi iniciada às 9:00 horas e se estendeu até as 13:00 horas, tendo como ponto fixo a Praça dos Emancipadores (próximo ao Supermercado Krill), onde há o cruzamento das avenidas 19 de Maio e Anchieta. 

Posicionados no local, integrantes do Conselho Tutelar -  com o apoio de agentes da Diretoria de  Trânsito de Bertioga - fizeram a entrega de cinco mil panfletos durante as cinco horas que se seguiram à ação conscientizadora. 

Nas abordagens, pedestres e motoristas recebiam panfletos contendo informações acerca de como perceber e denunciar abuso e toda e qualquer violência contra crianças e adolescentes. 

Uma informação que choca “é que igual a outras cidades brasileiras, Bertioga também tem altos índices de casos de violência contra crianças e adolescentes, entre elas o  abuso sexual. 

Por isso, e em função disso todos têm de ficar em constante alerta e fazer de tudo para evitar essas monstruosidades. 

Todas as ações de violência contra crianças e adolescentes pedem o sigilo dos nomes tanto dos denunciantes como das vítimas, visando a preservação dos envolvidos.

Ação amplia a rede de combate à violência infanto-juvenil 

PARA ENTENDER   

O abuso sexual é qualquer abordagem sexual com criança ou adolescente. É geralmente praticado por alguém de confiança e muitas vezes ocorre no ambiente familiar, praticado por pessoas do convívio e confiança da vítima. 

Já a exploração sexual é caracterizada pelo uso de crianças e adolescentes para fins sexuais visando o lucro, seja no contexto da prostituição, no compartilhamento de conteúdo e imagens de abuso, nas redes de tráfico, no turismo com motivação sexual.

PARA OBSERVAR  

Fatores como mudanças de comportamento repentinas, uso de palavras ou desenhos de cunho sexual e queda no rendimento escolar podem auxiliar na identificação dos abusos. É preciso estar sempre atento a esses sinais.

Outros fatores como comportamento sexualizado, alteração no sono, falta de concentração e aparência descuidada, marcas de agressão, transtornos psicológicos e emocionais, crianças e adolescentes em situação de negligência na família e vítimas de maus-tratos também podem acender o sinal de alerta.

“Todos nós temos o dever de proteger as nossas crianças e adolescentes”, afirma Matheus Rodrigues. “Por isso estamos aqui, para reforçar esse compromisso moral que exige e requer esforço ostensivo diário de toda a sociedade”, concluiu. 

PARA DENUNCIAR DISQUE 100

Sob a responsabilidade da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, o Disque 100 recebe denúncias de violações contra crianças e adolescentes. A ligação é gratuita e basta digitar 100. O  serviço pode ser acionado por meio do WhatsApp (61) 99611-0100; Telegram (digitar "direitoshumanosbrasil" na busca do aplicativo; página da Ouvidoria, no site do Ministério dos Direito Humanos. 

Em todas as plataformas as denúncias são gratuitas, anônimas e recebem um número de protocolo para que a pessoa denunciante possa acompanhar o andamento da denúncia diretamente com o Disque 100.

Data lembra assassinato de criança de oito anos de idade no Espírito Santo 



A morte de Araceli abalou o país na década de 70 

O 18 de maio foi instituído como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, a partir de 2000, pela Lei Federal 9.970/00. A data lembra o caso Araceli Cabrera Crespo, de oito anos de idade.

Ela foi raptada , violentada, assassinada e carbonizada em 1973. O caso foi na cidade de Serra (ES). À época, suspeitos foram presos, julgados e absolvidos; e a Justiça arquivou o processo. Passados 51 anos do crime hediondo, ele ainda está envolto em mistério.


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